Cármen Lúcia rejeita habeas corpus pedido por Sara Winter
A ministra do STF Cármen Lúcia partipa do Congresso Internacional de Direito e Gênero, na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.

Cármen Lúcia rejeita habeas corpus pedido por Sara Winter

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na noite de ontem (18) um habeas corpus à militante Sara Giromini. A advogada Sara Winter, que foi presa esta semana no âmbito de um inquérito sobre atos antidemocráticos.

de acordo com o relatório, Sara Giromini é apontada como sendo uma das líderes do grupo autodenominado “300 do Brasil”. Sara foi presa temporariamente na segunda-feira (15) pela Polícia Federal (PF).

A ordem de prisão foi expedida pelo  ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo, e a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O mandado de prisão tem duração inicial de cinco dias.

Sara havia feito declarações nas redes sociais as quais foram classificadas como incitação ao crime contra familiares de um ministro do STF.

Mas além de Sara outras cinco pessoas também foram presas na mesma operação. De acordo com o MPF, o objetivo é apurar o esquema de financiamento dos atos de rua acusados de  atacar as instituições democráticas.

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A abertura desse inquérito foi autorizada em abril pelo STF, a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, para apurar possível violação à Lei de Segurança Nacional.

Conforme os fatos mostram, isso ocorreu após manifestantes levantaram faixas pedindo a intervenção militar e o fechamento de instituições democráticas durante ato em apoio a Bolsonaro em Brasília e outras cidades do país. Uma das linhas de investigação apura o envolvimento de parlamentares.

Sara também já foi alvo, na semana passada, de mandado de busca e apreensão no chamado inquérito das fake news. O relator do inquérito é Alexandre de Moraes, principal alvo das supostas ameças de Sara.

Após ter o celular e o computador apreendidos, Sara publicou um vídeo nas redes sociais em que diz que gostaria de “trocar socos” com o ministro. Em decorrência dessas declarações, a militante foi denunciada pela Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF) pelos crimes de injúria e ameaça.

Mas a defesa de Sara Winter alega que ela é alvo de perseguição política e que as manifestação da militante estão protegidas pelo direito constitucional à liberdade de expressão.

Fonte/EBC

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